Avaliação Pré-operatória Moderna: o que realmente reduz complicações cirúrgicas em 2026

A avaliação pré-operatória deixou de ser um checklist burocrático. O modelo moderno entende que o objetivo principal não é apenas liberar o paciente para cirurgia, mas identificar riscos modificáveis e criar estratégias para reduzir complicações.
O modelo antigo ficou insuficiente
Por muitos anos, a consulta pré-anestésica focou em exames rotineiros, jejum e histórico básico. Hoje sabemos que isso é incompleto. Muitos eventos adversos ocorrem em pacientes aparentemente “liberados”, mas mal estratificados.
Os 3 pilares do risco perioperatório
Paciente: comorbidades, fragilidade, capacidade funcional, reserva fisiológica.
Cirurgia: porte, urgência, sangramento esperado, impacto inflamatório.
Resposta fisiológica: como o organismo tolerará estresse, anestesia e recuperação.
O que realmente reduz complicações
Controle glicêmico adequado.
Otimização cardiovascular e respiratória.
Tratamento de anemia pré-operatória.
Suspensão ou ajuste racional de medicamentos.
Planejamento anestésico individualizado.
Estratégia de analgesia multimodal.
Exames: pedir menos e melhor
Exames só têm valor quando mudam conduta. Solicitações automáticas aumentam custo e ruído clínico.
Conclusão
A avaliação moderna transforma dados em decisão. O anestesiologista passa a atuar como gestor de risco perioperatório.
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Bruno Tonelotto, MD, PhD



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